Mama Puerperal

Assistência a pacientes com
transtornos na mama puerperal

Esta assistência é prestada através de visita domiciliar àquelas pacientes que possuem dificuldades em amamentar. Através de técnicas, produtos e equipamentos adequados orientamos com relação às lesões, dor, sensibilidade, inchaço, ingurgitamento e outros transtornos.

Sem romantismo, vamos à realidade!
Para algumas mulheres amamentar é extremamente fácil, tudo flui perfeitamente, sem dificuldades. Para outras, como eu por exemplo, as coisas não são tão fáceis assim: os primeiros dias são trabalhosos, dolorosos, mas depois tudo se encaminha. E para um terceiro grupo de mulheres é extremamente difícil, por vários motivos; mas com ajuda, também podem conseguir amamentar!

Pequenos problemas necessitam de pequenos ajustes; se não há uma orientação precisa no momento certo, existe uma grande chance de nos depararmos com uma situação bastante incômoda e dolorosa para amamentar! A consequência drástica disso é o abandono do aleitamento!

Os transtornos mais comuns da mama puerperal são:

  • Edema pré-apojadura: situação que pode acontecer no 2º ou 3º dia pós-parto em que a mama fica completamente inchada e dura, antes da descida do leite propriamente dita. A maioria das pessoas confundem com excesso de leite.
  • Ingurgitamento mamário pós apojadura: nas primeiras duas semanas pós-parto pode haver um excesso de leite, mais oferta do que demanda. Essa situação gera um represamento de leite indesejável, perigoso e doloroso.
  • Fissuras e escoriações mamilares: situações extremamente dolorosas que ocorrem por má pega e umidade excessiva nesse local.
  • Ducto obstruído: os ductos são canais que levam o leite dos alvéolos até as ampolas, onde fica pronto para ser sugado. Por acúmulo de leite associado à própria posição anatômica de alguns deles, pode haver um bloqueio do fluxo nesse local, com imediatos sinais inflamatórios.
  • Mastite: processo infeccioso agudo da mama lactante em consequência de acúmulo de leite, inflamação não infecciosa (ducto obstruído) ou mastite infecciosa por traumas mamilares com contaminação externa.
  • Abcesso mamário: consequência de uma mastite maltratada.
  • Mamilo invertido: o mamilo não é o fator principal na pega porque, em realidade, o bebê deve abocanhar a aréola. Entretanto vemos que o mamilo que é protuso, não importa o quanto, facilita o aprendizado da boa pega.
  • Candidíase: a infecção por esse fungo no mamilo e aréola é bastante dolorosa e requer tratamento imediato, inclusive da boca do bebê.